terça-feira, 19 de abril de 2011

WFC Rio-2011 (Congresso Mundial de Quiropraxia)

Participei do Congresso Mundial de Quiropraxia - em abril de 2011 no Rio de Janeiro, abaixo junto com Dr. Arlan Fuhr (criador da Activator Method, no qual participei do seu curso) e na abertura do congresso.

WFC Rio-2011 (Congresso Mundial de Quiropraxia)



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Emoções, mente e espírito

Vários médicos e terapeutas concordam que a saúde é "um trabalho interno". Isto significa que os componentes mais essenciais para manter nossa saúde, tais como, força vital, homeostase, regeneração e reparação, não são dados a nós por outros, mas nascem dentro de nós. Este poder curativo é inato aos organismos vivos, mesmo os mais complexos como o nosso. Ele nasce conosco e está presente dentro de cada um de nós.
A cura é um processo, não um evento mágico. Nada é adicionado ao nosso corpo ou à nossa mente, assim como nenhuma parte é eliminada.
Todos nós conhecemos alguém que teve um problema de saúde e, a despeito do mais sofisticado cuidado médico (e muitas vezes com um prognóstico inicial favorável), piorou seu quadro e veio a falecer. Da mesma maneira que conhecemos histórias de pessoas com doenças consideradas "terminais" e desenganadas pelos médicos que, para espanto destes, se recuperam e tem uma vida longa, produtiva e saudável.
Muitos desses casos são assuntos proibidos, pois não se encaixam na visão da medicina ortodoxa. Para estes profissionais, agentes como drogas, radiações e cirurgias são determinantes na recuperação da saúde. Acreditar que a cura ocorreu a partir do próprio indivíduo é incompreensível para eles.
A visão holística ensina que os seres humanos são mais do que apenas um corpo físico, e que emoções, pensamentos, atitudes e espiritualidade desempenham um papel essencial no processo de cura. Diferentemente da visão médica predominante de que há "uma causa" e "uma cura" para a doença, a visão holística ressalta que a saúde e a doença dependem de um dinâmico, e freqüentemente sutil, equilíbrio entre os aspectos físicos, mentais, emocionais e espirituais de nossas vidas, além de nosso relacionamento com o meio ambiente onde vivemos.
A ciência descobriu nos últimos anos aquilo que os povos antigos já diziam a milhares de anos. Este "novo" campo se chama psiconeuroimunologia, que identifica a ligação entre a mente, o cérebro e o sistema imunológico, e determina como estes se comunicam entre si. As descobertas nesse campo nos mostram como nós mesmos e as situações que ocorrem em nossas vidas afetam nossa resposta imunológica.
Não é necessariamente o estresse que leva à doença, mas sim como nos adaptamos a tais estresses. E muito do como nos adaptamos é baseado em nossas perspectivas sobre nossas vidas, muitas das quais trazemos desde a infância.
Quando uma situação estressante acontece (a perda de alguém que amamos, uma tarefa difícil, ou uma mudança no status econômico), nós tendemos a olhar para o problema através de nossas velhas perspectivas. Se formos rígidos, e fixamos nossas perspectivas sobre como nossa vida "deveria ser", teremos muito mais dificuldades para lidar com os eventos que atingem e alteram nossas vidas. Ao invés de sermos estimulados para a ação, esses desafios podem conduzir ao medo e à paralisia.
No contexto holístico, doença nunca é vista como punição. Mas sim, como o resultado de um desequilíbrio entre os aspectos físico, emocional, mental e espiritual de nossa vida. Ao contrário de serem vistos como "maus", os sintomas são a maneira que nosso corpo nos diz que algo está errado. Eles são uma reação de alerta, uma mensagem que nos diz que precisamos mudar algumas velhas atitudes, perspectivas e hábitos em nossas vidas, que possam estar contribuindo para o nosso problema. Se formos sensíveis aos mais súbitos sinais de nosso corpo, podemos lidar com o problema antes que ele se torne mais sério.
A doença nos força a fazer escolhas. Enquanto nossas escolhas são baseadas no medo e em outras perspectivas limitadas, frequentemente sofremos mais, enquanto que aquelas baseadas na busca do conhecimento nos levam por um caminho mais fácil. Tais escolhas podem envolver uma maior harmonia e realinhamento interior, mudando um padrão emocional destrutivo, abandonando velhos ressentimentos, e buscando entender os aspectos mais difíceis de nossas vidas no passado.
Muitos dos que se viram livres de sua doença ou de sua dor possuem algumas características em comum, e algumas delas estão listadas abaixo:
  • Possuem senso de responsabilidade pessoal sobre sua saúde e sobre como podem influenciá-la.
  • Possuem um propósito na vida.
  • Quando acometidos por uma doença, buscam novas razões para suas vidas.
  • Aceitam a realidade de seu diagnóstico, mas se recusam a acreditar que suas vidas nunca mais serão saudáveis e alegres.
  • Possuem uma habilidade em comunicar seus conceitos sobre seu problema e seu tratamento com os outros.
  • Possuem a habilidade de dizer NÃO para aquilo que não querem fazer.
  • Possuem grande sensibilidade para ouvir o seu corpo e suas necessidades.
  • Possuem expectativas favoráveis sobre o resultado de seu tratamento.
  • Assumem o controle das decisões que afetam diretamente suas vidas.
  • Desenvolvem um grande senso de humor e aprendem a sorrir.
  • São pacientes com suas expectativas e não esperam a resolução de seus problemas da noite para o dia.
  • Acreditam que ninguém sozinho pode curá-los, mas sim uma combinação de fatores agindo na direção da cura.
  • Não tem medo da vida.
  • São guerreiros.

sábado, 11 de setembro de 2010

Complexo de Subluxação Vertebral

Subluxação vertebral começou a ser estudada de forma intensa logo após sua descoberta em 1895. Isto aconteceu devido às vastas implicações desta condição na saúde e no funcionamento do corpo. Hoje sabemos que ela representa um problema mundial de proporções epidêmicas.

Definição
O complexo de subluxação Vertebral (CID M99.1) é um conjunto de alterações fisiológicas engatilhadas pelo desalinhamento vertebral. O termo “sub-luxação” refere-se ao fato de a alteração no posicionamento da vértebra ser menor que uma luxação. Este desalinhamento milimétrico diminui o orifício por onde o nervo passa, o forame intervertebral, irritando, comprimindo e machucando os nervos.

Causas
Os fatores que provocam esta alteração articular estão presentes na nossa vida desde que nascemos. O processo do parto, os primeiros passos, as quedas, acidentes, pancadas e a postura são os principais fatores físicos que provocam o desalinhamento vertebral. As drogas nos remédios, aditivos químicos nos alimentos, o tabaco, a bebida em excesso e as drogas fazem parte dos fatores químicos, que através do reflexo víscerossomático afetam a musculatura distorcendo a estrutura óssea. Os fatores emocionais também são responsáveis por alterações na estrutura músculo-esquelética através do reflexo psicossomático, fenômeno amplamente estudado e comprovado cientificamente.  O estresse, tão presente na vida moderna, a preocupação, depressão, dificuldades financeiras e de relacionamento, são fatores emocionais comuns.

Efeitos
Os efeitos da subluxação são abrangentes e podem ser divididos em cinco categorias:
1) Cinesiopatia: Alteração no movimento articular, provocando redução do fluxo de nutrientes para os discos intervertebrais e compensações musculares e posturais.
2) Miopatia: Alterações no equilíbrio e grau de tensão- relaxamento dos músculos. Pode provocar espasmos, atrofia, nódulos, flacidez, fibrose,...
3) Neurofisiopatia: Alterações na transmissão de neuro impulsos. Talvez o pior de todos os efeitos, pois pode afetar o funcionamento de qualquer órgão ou sistema do corpo.
4) Histopatia: Alterações teciduais ao redor da articulação afetada: inflamação, desidratação discal, isquemia, fibrose, lassidão ligamentar, tendinite, bursite,...
5) Artropatia: Refere-se ao processo de degeneração articular (osteoartrose). Ao desalinhar, a articulação adquire atrito ao movimentar-se. Este atrito ao longo dos anos  provoca o desgaste da superfície articular e do disco, estimulando a formação do calo ósseo e o depósito de micro-partículas de cálcio que formarão os osteófitos (bicos de papagaio).

Diagnóstico
Toda a formação profissional em quiropraxia é voltada para a avaliação, diagnóstico e correção das subluxações vertebrais. Ele é o único profissional que trabalha pra isso. O diagnóstico é feito através da utilização de diversos métodos de avaliação. Os principais são: Anamnese, avaliação postural, exames de imagem, eletroneuromiografia, palpação estática e dinâmica, “leg Checks”, testes ortopédicos e neurológicos, termografia entre outros.

Tratamento
A correção é feita através de ajustes articulares. O ajuste é um procedimento seguro e específico, diferente da manipulação articular. O ajuste quiroprático pode ser realizado com segurança em pessoas de todas as idades. O tratamento é realizado em sessões nas quais o quiropraxista corrige o alinhamento vertebral e observa o processo de remodelagem da estrutura músculo-esquelética. Essa remodelagem acontece à medida que a memória cinestésica é reprogramada e os padrões estruturais e vícios posturais vão sendo vencidos. Quando isto acontece dizemos que a coluna está estabilizada.